1. Aluno: G.A.V. é um aluno do 1º ano da EMEF Cabo Luiz Quevedo do município de Uruguaiana/RS. Tem 6 anos de idade, é deficiente físico (cadeirante). Foi prematuro, nasceu aos 6 meses e com dificuldade respiratória, após duas semanas foi constatado hidrocefalia. Fez cirurgia para implantação de uma válvula que drena a água do cérebro. O corpo inclina-se para a direita e não possui mobilidade no braço e mão direita. Usa fraldas, linguagem e comunicação preservadas. Faz fisioterapia, eco terapia e freqüenta a Sala de Recursos uma vez por semana.
2. Atividade planejada com observação às potencialidades e dificuldades
Potencialidades: Comunicativo, espontâneo, curioso, vontade de participar e aprender, mobilidade lado esquerdo.
Dificuldades: motoras, equilíbrio, mobilidade.
Objetivos: Participar das atividades de escrita, desenho, pintura com a mão direita.
Realizar atividades propostas em sala de aula, refeitório, Sala de Recursos e em casa na sua cadeira, possibilitando maior autonomia e auto-estima.
3. Tecnologia Assistiva escolhida: lápis adaptado à mão direita e suporte de apoio para a cadeira.
4. Reflexão sobre a experiência:
Questionamentos e dúvidas:
Será que seria realmente útil o lápis adaptado à mão direita, se ele tem maior mobilidade na mão esquerda? Deveria explorar algum movimento no lado direito ou não? Deveria seguir somente explorando movimentos e uso da mão esquerda?
Quanto ao ”suporte” para cadeira já estava mais confiante, tinha certeza que auxiliaria em sua autonomia e conseqüentemente na auto-estima.
Etapas da construção e experimentação do material e análise da produção do aluno:
Primeiro utilizei o lápis comum; experimentei para ver se era necessário engrossamento, mas a mão era bem fechada e o lápis se encaixava, fiz uma tira em EVA (emborrachado) para firmar no pulso. O lápis ficou bem na mão, mas não teve funcionalidade, pois percebi que o braço e a mão não obedecem a ordem do cérebro. Esta mãozinha não se movimenta sozinha só com dependência de outra pessoa segurando-a e movimentando-a.
Para a construção do “suporte” para a cadeira, primeiramente fiz em cartolina ia recortando para adaptar ao tamanho da cadeira, precisava deixar de maneira que houvesse apoio nas guardas da cadeira e se encaixasse no corpo, depois risquei num cartão (este seria o molde) levei para um rapaz conhecido que trabalha com madeira e pedi para cortar em Eucatex (ficou tipo as cadeiras de bebê em restaurante) Pedi que fizesse dois furos nas extremidades laterais para através de fitas poderem fixar o suporte à cadeira.
Conclusões: Considerei a utilização do lápis à mão direita um pouco frustrante, pois não consegui atingir meu objetivo que era ter mais uma alternativa para escrever desenhar pintar com autonomia. Não ia relatar esta experiência, mas depois achei importante mostrar que nem sempre escolhemos e elaboramos uma TA que tenha uma utilidade para o aluno, mas que devemos sempre tentar e não desistir, buscar alternativas para seu melhor desenvolvimento.
Com o suporte para a cadeira, sua utilidade foi mais eficaz, vejo o G.A.V. mais feliz com seu material podendo apoiar suas atividades, lápis, jogos e até mesmo o copo, o prato ou frutas no refeitório.
Inspirada na visão de Bersch, selecionei estas Ta : “ A TA deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário